Mapa valor da propriedade

ATRIBUTOS BÁSICOS // TABELA DE NÍVEIS // >DILATADORES<

2020.08.10 00:17 d_sandstrom ATRIBUTOS BÁSICOS // TABELA DE NÍVEIS // >DILATADORES<

ATRIBUTOS BÁSICOS // TABELA DE NÍVEIS // >DILATADORES<

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Antes de rolarmos pelas raças, precisamos entender os atributos básicos e seus modificadores. Todo personagem tem cinco atributos básicos:
Força (For), Agilidade (Agi), Constituição (Con), Perspicácia (Per), e Carisma (Car).
Esses números afetam praticamente tudo que você fizer durante o jogo. Eles variam entre 1 (jogada tragédia), 20 (sucesso máximo) ou mais. A média humana é 10.
O valor de um atributo determina o seu modificador de atributo, de acordo com a tabela ao lado. O modificador é o número que você soma ou subtrai de uma rolagem de dado quando tenta fazer algo ligado àquele atributo. Por exemplo, você usa o modificador de Força para erguer peso ou derrubar uma porta.

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Modificadores também são aplicados a coisas que não dependem de rolar dados — seu modificador de Constituição, por exemplo, é aplicado a seus pontos de vida. A descrição de cada atributo a seguir diz quais características de seu personagem o atributo em questão afeta.
Um modificador positivo é chamado de bônus e um modificador negativo é chamado de penalidade. Habilidades que dizem para você somar seu bônus de atributo ignoram modificadores negativos.

MODIFICADORES
FORÇA
A Força mede seu poder muscular, sua força física. O modificador de Força é aplicado em testes de Atletismo e Luta; rolagens de dano corpo a corpo ou com armas de arremesso, e testes de Força para levantar peso, quebrar objetos e atos similares.
AGILIDADE
A Agilidade mede fluidez dos movimentos, reflexos, equilíbrio e coordenação motora. O modificador de Agilidade é aplicado na Defesa e em testes de Acrobacia, Cavalgar, Furtividade, Iniciativa, Ladinagem, Pilotagem, Pontaria e Reflexos.
CONSTITUIÇÃO
A saúde e vigor físico do herói são representados pela Constituição. Seu modificador é aplicado aos pontos de vida iniciais e por nível, e em testes de Fortitude. Se o seu modificador de Constituição muda, os pontos de vida aumentam ou diminuem de acordo.
PERSPICÁCIA
A capacidade de raciocinar e resolver problemas, a percepção, o bom senso, a intuição e a força de vontade são medidas pela Inteligência. A única diferença entre os conhecimentos, é de onde você os tira. Saber quais as propriedades moleculares do gelo não te torna mais, nem menos capaz de colocar água no congelador. Você aplica o modificador de Perspicácia em testes de Conhecimento, Guerra, Investigação, Misticismo, Nobreza, Ofício, Cura, Intuição, Percepção, Religião, Sobrevivência e Vontade. Além disso, recebe um número de perícias treinadas adicionais igual ao seu bônus de Inteligência. Essas perícias não precisam ser da sua classe.
CARISMA
Carisma mede sua força de personalidade e capacidade de persuasão, além de uma mistura de simpatia e beleza física. Seu modificador de Carisma será aplicado em testes de Adestramento, Atuação, Diplomacia, Enganação, Intimidação e Jogatina.
Cada um desses atributos recebe um bônus geral que "dilata" uma característica de um personagem quando os pontos se sobressaem nos valores pares a partir de 18 (ou modificadores pares a partir de 4) seguindo a tabela de modificadores a seguir:

TUDO ORGANIZADINHO

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  • DILATADORES * A partir do modificador 6, a cada modificador par você dilata os seguintes atributos:
  • · Força: Diminui em 5 a CA de oponentes atacado por esse modificador
  • · Destreza: Ganha uma ação padrão
  • · Constituição: Ganha 30 de vida
  • · Inteligência: Você pode treinar quaisquer novas 2 perícias ou ganhar 6 pontos em uma perícia já treinada
  • · Carisma: Você ganha uma quantidade de usos da magia “comandar” sem gastar EM por dia igual ao número de dilatadores de Carisma, podendo usar na quantidade de alvos também igual aos dilatadores de Carisma.
O mestre pode, como regra opcional, pedir para que, mantendo Inteligência como atributo geral, o player divida seu modificador para subdivisões de Inteligência, sendo essas: Sabedoria Popular & Conhecimento Acadêmico.
O mesmo ocorre com Carisma, as subdivisões são: Simpatia & Beleza. Para a maior parte dos fins, isso só servirá para que a interpretação do personagem faça sentido com sua criação, isso não deve ser usado como penalidade, e sim da forma com a qual o personagem vai ter que lidar com as situações.
Exemplo de teste de carisma: Um Anão e um Elfo jogam um teste de Carisma para flertar com uma bela humana, ambos têm o mesmo modificador de Carisma, mas na subdivisão, o Anão pesou o modificador em Simpatia e o Elfo em Beleza. Em caso de sucesso do anão, a humana aceitará o flerte por achar o anão legal, em caso de falha, negará por achar o anão feio. Em caso de sucesso do elfo, a humana aceitará o flerte por achar o elfo bonito, em caso de falha, por achar o elfo chato. Entendido?
Exemplo de teste de inteligência: Uma trupe de aventureiros está perdida na floresta, o ranger e o mago jogam testes de inteligência para intuir direção. Em caso de sucesso de ambos, o ranger intuirá o caminho por se lembrar da rota, por ver pegadas de algum animal, por conhecer a sensação de pisar naquele solo. Em caso de sucesso do mago, ele pegará seu grimório e achará um mapa, sendo seu estudo a razão de ter encontrado a direção.
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2020.04.19 20:01 Thelinks22 Sugestões para atrair novos jogadores - PLANO VIP - PROPRIEDADES

Estava conversando com alguns jogadores e estamos vendo as possibilidades de trazer jogadores novos ao servidor pois achamos que o BRz tem muito potencial pra ser um servidor grande com mais de 60 jogadores simultâneos.
Quanto que tá custando pra por o servidor na lista do SAMP ? Acredito que haja alguns jogadores dispostos a custear os primeiros meses .
Existem poucos servidores de Minigame com a qualidade que o Brazucas tem , o RPG e muito bom porém existem muitos BUGs e existe a falta de edição no mapa que novatos gostam então acho que tinham que vê essas possibilidades de está pondo o servidor na Lista do SAMP e editar um pouco mapa, estou disposto a ajudar custear , quanto mais jogadores haverá mais jogadores efetuando a compra de crédito e também botando um Plano VIP R$ 1 o dia onde esse plano VIP daria ao jogador o benefício de -20% do tempo de UP , modificações em veículos exclusivas , valor de casas , veículos e propriedades seriam menor , entre outras ai vai das ideias de vocês .
Em relação as propriedades publicas onde á a compra de algum item , acho que seria bem melhor onde todas essas propriedades públicas sem excessão de nenhuma deveriam ser privadas " A VENDA " , Amunnations , Lanchonetes , pois muitos jogadores compram nesses lugares e esses lugares são melhores localizados que outras propriedades então daria um retorno melhor ao jogador .
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2020.01.23 14:48 MixJesteR [MEGA THREAD] GTA ONLINE GRIND

[MEGA THREAD] GTA ONLINE GRIND

MEGA THREAD

Primeiro eu vou explicar o que é este Mega Thread e sim depois vou falar sobre o conteúdo.

O Mega Thread vai ser uma apresentação informal sobre todo o tipo de GRIND e de como deve ser feito e gerido. Vai servir de ajuda para iniciantes, e também pode servir para aqueles que querem saber como farmar corretamente em algum tipo de negócio.
Vai ser apresentado abaixo o ranking de farm :
  • Office
  • Bunker
  • Nightclub
  • MC (Cocaine/Meth/Fake Cash/Weed/ Fake Documents)
  • Arcade - Casino Heist
  • Hangar
  • Terrorbyte
  • Agatha jobs
  • Facility
  • Heists
  • VIP Jobs (Sightsear & Headhunter)

VIP Jobs

Porque eu coloquei os VIP Jobs em primeiro lugar? Primeiramente é porque é a primeira coisa que se pode fazer antes de se ter tudo. Apesar do pouco dinheiro, não é necessariamente a pior coisa da lista. Porquê?

Existe uma política que fala " Tempo é dinheiro, se o dinheiro não for compensado com o tempo perdido. Nada valerá apena ".

Então, para quem está em LVL Baixo é bom começar pelos VIP Jobs. E mesmo que não seja LVL Baixo, é sempre ótimo iniciar o farm com VIP Jobs- Mas isso fica ao vosso critério.

Os VIP Jobs dão entre 20.500$ ~ 25.000$. Dependendo do tempo gasto na missão, se for muito tempo gasto- Mais dinheiro se ganha. Quanto menos tempo gasto- Menos dinheiro é ganho.
Mas não vale apena demorar mais 6 minutos por apenas 5.000$ ou mesmo 2.500$.
Inicialmente os LVL Baixos vão ganhar praticamente sempre 25.000$ porque vão demorar mais tempo a chegar aos pacotes ou a matar todos os alvos.

Ok agora chegamos à parte em que eu explico cada missão:

Sightsear: O SecurServ pediu para vocês pegarem 3 malas / pacotes espalhados pelo mapa, têm apenas 15 minutos para as pegarem todas. E não podem ser mortos por Players se não a parcela da malas perdida será distribuida para o perdedor e o dinheiro arrecadado pelas malas serão dadas para o vencedor (agressor).
Para LVL Baixos recomenda-se primeiro começar por esta missão, com carro. Posteriormente mais tarde com helicoptero (que será pegado durante o cooldown das missões).

Para LVL Altos é bom usar um helicoptro (Buzzard pelo menu do VIP), avião (Molotok), Opressor MK I e Opressor MK II.

[Cooldown: após terminar cada missão do VIP terá um cooldown de 5 minutos entre sí, que irá ser abulido se for feito consequentemente as missões.]
[Buzzard pelo menu do VIP: caso tenham comprado um Buzzard, ele vai estar disponivel no menu de veiculos do VIP. Vai estar FREE para spawnar ao vosso lado praticamente.]

Headhunter: O SercurServ pediu para vocês assassinarem 4 alvos protegidos por 3/4 seguranças cada. Não tem como fracassar esta missão se um player vos matar, mas tem como pagamento menor se não matarem todos os algos a tempo. O tempo é o mesmo do Sightsear*.*
Para LVL Baixo é recomendado que pegem um Buzzard no aeroporto do Trevor. E esperar pelo cooldown. Pós isso basta começar logo o Headhunter e matar os 4 alvos. Mas cuidado porque não é assim tão simples.
Existem 2 alvos moveis e 2 estáticos, os moveis têm praticamente AIM-BOT e só explodem entre 4~6 mísseis. Já os alvos estáticos os seus seguranças são praticamente blindados.
Vou mostrar um ranking de 3 veiculos que se dão bem nesta missão:
  • Buzzard (hard)
  • Hunter (easy)
  • MK II (fast and easy)

Basicamente este é o VIP Jobs. Sou obrigado a referir que caso que não se tenha um Office, terá que se ter pelo menos 50.000$ na conta bancária do player, para se poder ser um CEO/VIP/Magnata.

Office

O Office é literalmente o melhor negócio a ser feito, isto porque tem duas vertentes que se completam uma à outra, fora que ajuda mais no VIP Jobs.
Então a primeira coisa a ser comprada depois de tanto farm no VIP Jobs será o Office, mas não vamos logo celebrar- porque não vamos nem puder dar grind com apenas o Office, mesmo que ele ofereça um registo de CEO e snacks gratuitos, ele ainda precisa de pelo menos 2 warehouses, que terão de ser compradas.
Warehouses:
  • Export & Import Warehouse
  • Special Cargo Warehouse

A primeira Warehouse a ser comprada será a das Importações.

Export & Import Warehouse
Como funciona este negócio?
Será procurado um carro entre Low Value < Mid Value < High Value e o jogador terá que o ir buscar, todos os estragos do carro terão que ser pagos pelo mesmo. Pós a importação do carro será feita a sua venda, no caso a sua exportação. Que terá 3 opções, em que a ultima é a mais viável.
Terá que ser pago 20.000$ para receber 100.000$:
100.000$ - 20.000$ = 80.000$ lucro
O cooldown de exportação são de 10 minutos. E o cooldown de importação são de 5 minutos.

Para evitar muitas esperas, eu faço a importação-exportação-headhuntesightsear-importação-exportação...

Ranking top 3 de veiculos bons para este negócio:
  • Opressor MK2
  • Thruster
  • Super Car
Special Cargo Warehouse:
Este é bem simples, paga-se para receber o dobro do que foi pago. Ao seja de pagamos 500.000$ vamos ter como "lucro" 1.000.000$. Mas não está completamente certo.
Porque se formos ver quanto dinheiro realmente foi "adicionado" foram apenas 500.000$. Porquê? Os outros 500.000$ foram devolvidos assim dito.

Por isso é que em cada 18.000$ é bom fazer um sightsear ou um headhunter. Vamos fazer aqui umas contas.
Imaginando que uma warehouse pode dar 111 crates:
18.000$ x 111 = 1.998.000$
Apenas ao comprar as crates:
1.998.000 : 2 = 999.000$ lucro real
Ao fazer VIP Jobs durante este farm:
Vai ser feito aqui 2 testes, o menor lucro em VIP Jobs e o maior.
20.500$ - 18.000$ = 2.500$ (O que quer dizer que nós gastamos 18.000$ mas como lucro dessas caixas tivemos 36.000$ de lucro, mas na verdade foram 18.000$ de lucro real, mas com estes 2.500$ são 20.500$ de lucro.\*********************)*
2.500$ x 111 = 277.500$ adicionais *1
Maior lucro no VIP Jobs
25.000$ - 18.000$ = 7.000$
7.000$ x 111 = 777.000$ adicionais

Então agora vamos chegar a uma conclusão. O VIP Jobs neste caso já vai dar refill ao dinheiro perdido com mais um pouco, pode variar entre 2.500$ a 7.000$ de refill adicional.
O que quer dizer que o lucro final desta warehouse toda seria realmente 1.998.000$ com mais 277.500$ / 777.000$. O que daria de lucro totalizado de 2.275.500$/2.775.000$.

Para vender os produtos é bom que seja feito pelo menos com 1 amigo. Mas o recomendado semprer será um full CEO.

Ranking top 3 de veiculos bons para este negócio:
  • Thruster
  • Opressor MK 1
  • Akula/HunteBuzzard

Bunker

Agora vamos partir para os negócios que geralmente dão um ótimo dinheiro em longo prazo mas quere requerem algum esforço.

Ao comprar o Bunker vai ser mais ou menos como o Office, não serão mil maravilhas. O Bunker sem Upgrades não vale nada para falar a verdade. Nem que sejam comprados Supplies.

Para o bom funcionamento do Bunker serão precisos Equipamentos e Mão-de-obra. Com apenas Equipamentos já será o bastante para o Bunker farmar minimamente bem.
Agora para ter supplies é bem simples. Pagar 75.000$ para comprar os supplies.
Roubar supplies não é worth it.
Para cada compra de supplies serão 2:30h de espera para que eles se tornem todos em stock.
Por isso existir também o AFK Method. Que nada mais é do que comprar a segurança do BunkeMC e apenas olhar as cameras enquanto é farmado o dinheiro de cada negócio. Infelizmente serão pagos impostos.
Em alguns casos é bom ser feito este método.

Para vender os produtos é bom que seja feito com 3 amigo. Mas o recomendado semprer será um full CEO.

Nightclub

O Nightclub é um Support dentro do mundo do grind. Para existir o Nightclub tem de existir negócios antes. E esses negócios são:
  • Offices com Special Cargo Warehouse
  • Bunker
  • MC (todas as warehouses)

O Nightclub tem a sua própria receita diária dependendo da população do nightclub, e armazena gradualmente algum dinheiro dos outros negócios.

Existem Battle Cargos que podem adicionar +20.000$ no stock do Nightclub e no banco, ao seja são 40.000$ ao todo.

Quando a sua venda for realizada será feita num só único carro. Uma VAN que pode ser customizada na Garagem das Warehouses do Nightclub (que é FREE). Pode ser adicionada blindagem muito mais forte do que as demais e pode adicionado também uma minigun para auto-defesa.

No fim de todas as vendas será feita uma fatia para o Tony, que a sua quantia será maior quanto maior a venda.

A sua venda pode ser solo.

MC

No MC o seu grind é tecnicamente igual ao do Bunker com a junção das Warehouses do CEO. Tem que ser comprada uma Warehouse para cada negócio.

Basicamente é comprada a casa do MC e vão ter que ser compradas Warehouses para sim começar a lucrar com MC.

Mas antes de começar a falar sobre Warehouses... O MC tem algumas missões que podem variar o seu lucro final, mas têm um cooldown grande, o que não vale tanto apena. Geralmente essas missões são um pouco mais longas do que o normal.

Warehouses:
  • Cocaine
  • Meth
  • Weed
  • Fake Cash
  • Fake Documents

[ Cocaine/Meth/Weed/Fake Cash/Fake Documents ]
Este procedimento serve para todos os tipos de negócios do MC.

Ao ser comprada a Warehouse será necessário ser comprado os Equipamentos e os funcionários. E depois aí sim pode ser feito o grind.
Cada suprimento custa 75.000$ para cada Warehouse.

Para vender os produtos é bom que seja feito com 4 amigo.


Arcade - Casino Heist

O Casino Heist foi uma nova DLC que veio há cerca de 1 mês, e já veio a dar um impacto muito grande aos grinders.
Eu ainda vou editar muito sobre esta parte, porque ainda sou meio "novo" no que toca ao Casino Heist.
Para começar a fazer o Heist é preciso de uma nova propriedade- Arcade.
Que como o Nightclub gera uma receita diária, que não aumenta mais do que 5.000$.
Mas com a possibilidade de fazer o golpe pela primeira vez for Free e pós terminar, apenas pagar 25.000$ para ganhar mais dinheiro. É um ótimo farm.

Os melhores approaches são:
  • Stealth
  • Big Con

Existem 3 approaches: Stealth, Big Con e o Aggressive, cada um totalmente diferente do outro, mas que podem dar a um final comum, que seria a desgraça.
Para além dos approaches, também existem 3 tipos de values: cash, paintings e gold.

Cada value é melhor para cada approach, eu vou dizer quais são melhores para cada value:
  • Stealth ==> Painting + Gold
  • Big Con ==> Painting + Gold
  • Aggressive ==> Cash

É sempre melhor ser feito o Heist com 3 players para ter o valor total. Mas com 2 é muito possível tirar ao menos 97% do lucro.

Além do cofre príncipal, também existe um cofre diário, que é aberto na central do primeiro andar. Pode variar entre 13.000$ ~ 70.000$ (como se fosse o valor máximo do Nightclub).

Hangar

O Hangar é um dos piores negócios que temos no jogo, porque dá pouco dinheiro.

Existem 10 tipos de caixas no Hangar, todas oferecem o mesmo preço por player: 10.000$
E o valor total da venda é a soma de todas as caixas recebidas.

Agora que eu expliquei como funciona o sistema das caixas, eu vou explicar porque ele é o pior negócio para SOLO GRIND.
Solo Grind é quando um player quer farmar sem qualquer ajuda ou companhia de um player, o que por muitas vezes pode atrapalhar. Mas funciona muito bem.
O Hangar ele impede um bom solo grind porque cada caixa pode levar cerca de 10 minutos para ser recebida, e cada caixa vale 10.000$ por player. O que quer dizer que ao fim de 1 hora o player teria 60.000$ em caixas. Seria tempo perdido, porque com apenas VIP Jobs conseguiriamos o dobro possivelmente.

Então é super recomendado o grind colétivo. Um Full MC/CEO seria ótimo.
SOLO GRIND ==> 10.000$
GRIND COLÉTIVO ==> 40.000$

A sua venda pode variar muito, dês de Skylifts a aeronaves super pequenas. Normalmente todas se fazem muito bem, mas a mais secante de certeza são as dos Skylifts.

Terrorbyte

O Terrorbyte é um suporte para quase todos os negócios... Em parte. Para obter o Terrorbyte tem que se ter o Nightclub e no Terrorbyte também pode-se armazenar unicamente e exclusivamente a Opressor MK2.
No Terrorbyte a missão mais preciosa para Grind é a primeira missão da lista de missões do Terrorbyte. Que complementa o farm do VIP Jobs.
No Terrorbyte pode-se fazer essas missões, buscar supplies, comprar special cargo e importar carros.
As mais viáveis são a do Special Cargo e das Importações de carros.

Agatha Jobs

Os serviços da Agatha são super complementares, eles ajudam as pessoas que podem ter chips nas slots, como podem ajudar para quem não as pode ter, e ainda complementa os VIP Jobs com o Terrorbyte.

Para ter acesso aos seus serviços o player tem que ter a Penthouse.

O dinheiro recebido é variado, ela oferece uma pouca quantia de dinheiro mas sempre oferece a mesma quantia de chips = 5.000$.

Facility

A Facility são simplesmente 3 pequenos heists (pagos) para se fazer, que oferece um pouco mais de dinheiro do que os Normal Heists.
Não é necessariamente chamado de grind porque demora muito tempo para ganhar um ótimo dinheiro. E também é preciso de amigos para fazer este heist.
Para além que ele tem 3 etapas:
  • Preps
  • Setups
  • Heist
Geralmente para cada Setup tem que ser feito 2 preps, e para cada Heist varia entre 4 a 6 Setups.

Heists

Estes Heists hoje em dia não valem de muito, a não ser para se fazer o Master Mind, mas para isso precisa-se de, claro um High Value Apartment e 3 Amigos de confiança.

Normal mode:
Este é o modo em que quase todos fazem pela primeira vez, que é para conhecer melhor cada heist. O primeiro Heist - Fleeca, é fornecido gratuitamente pelo Lester. Já os restantes terão de ser pagos.
Em modo normal não é muito compensador. Mas para quem quer conhecer melhor os heists, e especialmente para quem é LVL baixo.

Elite mode:

Master Mind mode:
Este é o modo mais dificil de ser feito, sobretudo quando também querem fazer o Elite. Precisam de 3 amigos de confiança e que estejam preparados para não errar nada.
Tem que ser sempre com a mesma equipa e não podem falhar em nada.

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AFK Method

O método AFK é um dos mais conhecidos, pelo fato de o jogador não ter que fazer nada no jogo, e fazer alguma coisa mais útil ou urgente... ou mesmo dormir.
Este método necessita de Segurança ou no Bunker ou no MC.
O seguinte passo é comprar supplies para todas as warehouses que necessitam de supplies. E logo seguida entrar nas cameras de vigilância e simplesmente sair do PC.
Um AVISO importante!Geralmente depois de 2h30m provavelmente os supplies já devem ter acabado.

Por isso eu sugiro que quando todos os stocks tiverem quase no fim, fazer o AFK method. Isto pelo menos de Sextas para Sábados, ou Sábados para Domingos.

Import & Export Warehouse Tricks

High Value Cars
O que oferece mais dinheiro no I&E são os carros de High Value, e para os ter tem que se ter "sorte".
Errado, para os ter tem que haver um balanço entre Low, Mid e High Values. Então se houver mais Low do que os restantes vão ser apresentados os restantes Values.
Exemplo:
  • 8 Lows
  • 4 Mid
  • 1 High
A chance de sair High é bem maior do que os restantes Values, porém não impossiveis. Porque ainda não está balanceado.
Tem que haver 10 Lows, 10 Mid e 10 High para estar tudo cheio.
Então apenas tem que ser armazenado Low e Mid Values, e os High serem todos vendidos. De preferência a 100.000$ (80.000$).


TIPS Importing Cars
Para dar dicas para as missões de importações, eu tenho primeiro de apresentar todos os tipos de missões de importação que existe no jogo. Ao longo da explicação eu vou dando algumas dicas.
[Quando tiver tempo eu vou fazer uma análise sobre todas as missões e as suas probabilidades]

  • Normal
Apenas ir buscar o carro e levar para a warehouse.

  • Cargobob
Ir buscar um Cargobob (existem 2 localizações possíveis), levar o helicóptero para uma embarcação e com o gancho roubar o Carro, logo seguida irão spawnar 2 Buzzards que vão atrás do jogador. Existem 4 Waves de Buzzards.
Não vale apena destruir todos os buzzards, eles vão usar miniguns.
Aqui não existe muita ajuda, apenas levar o carro com a maior cautela de todas. Existe pessoas que dizem que voar muito alto pode evitar o acerto dos Buzzards.

  • Nasty Business
Esta missão é simples e existe um truque muito bom para evitar muitos danos.
O veículo está cercado de polícias, e não tem motorista, é pedido para ir roubar o carro.
O truque é bem simples, a primeira coisa a fazer é a mais óbvia- matar todos os polícias da zona, e depois de os matar é preciso acessar o telemóvel e ligar para o Lester rapidamente e pedir para remover a polícia. Isto já dentro do carro.

  • Tail Criminals To Location
Esta missão é um bocado estúpida, mas existe. É pedido para seguir um Kuruma até ao local do carro para ser importado. Quando o jogador chegar na zona vai ser preciso matar todos os membros da gang. E depois roubar o carro.
Esta missão tem um certo bug, os membros também viriam com Kurumas atrás do jogador, mas eles estão vazios no meio da rua. Por isso não existe car chaise.

  • Bomb
Esta missão é simples também, não existe segredo algum. Foi mandada a localização de um carro, igual ao modo Normal. Quando o jogador entra no carro uma bomba é armada, e para ser desarmada o SercurServ precisa fazer esse trabalho por nós, enquanto o jogador anda rapidamente com o carro para ele não explodir. Depois de 2:00m a bomba é desarmada.

  • Car In Motion
O carro para ser importado está a circular pelo mapa, e para o levar para a warehouse será preciso roubar o carro. Para isso é muito melhor que seja roubado quando está parado num semáforo. Pode haver estrelas de procurado.

  • Movie Set
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FUTURAMENTE EU IREI DAR UMAS DICAS PARA ALGUMAS COISAS QUE REFERI
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2018.10.15 21:54 renaum Vamos falar sobre o plano de Haddad de promover "desencarceramento de pequenos delitos"

Circula no WhatsApp trecho do discurso de Haddad para promover o "desencarceramento de pequenos delitos". A entrevista completa pode ser encontrada a partir de 4:14 nesse vídeo: https://youtu.be/2PvBqWc72yg?t=254
Para tentar entender o que ele quis dizer com "pequenos delitos" fui procurar uma explicação em seu plano de governo. Encontrei:
3.4.3 Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária
Em conjunto com o sistema de justiça criminal, será preciso investir na gestão penitenciária capaz de promover reintegração social e não mais a retroalimentação de mão de obra das organizações criminosas. Para isso, o governo vai investir na reforma da legislação para reservar a privação de liberdade para condutas violentas e promover a eficácia das alternativas penais. Isso ocorrerá por meio de um Plano Nacional de Política Criminal e Penitenciária que estabeleça uma Política Nacional de Alternativas Penais. O Plano conterá ações para o fortalecimento do sistema nacional de gestão penitenciária e preverá a criação de uma Escola Penitenciária Nacional para capacitação de gestores desse Sistema, de modo a qualificar a atuação estatal para um modelo que substitua o domínio das organizações criminosas.
O governo Haddad enfrentará o encarceramento em massa, sobretudo o da juventude negra e da periferia, diminuindo a pressão sobre o sistema carcerário, trazendo ganhos globais de economia de recursos. Abre espaço para que as polícias civil e militar se concentrem na repressão a crimes violentos e no combate às organizações criminosas, com foco na redução de homicídios. Em complemento, exige políticas de geração de trabalho e renda para jovens de baixa renda expostos ao ciclo de violência e exploração dos mercados ilegais.
Plano de governo de Haddad no TSE
A proposta do candidato é punir com prisão apenas os crimes violentos. O restante seria punido com alternativas penais, chamadas pela lei de penas restritivas de direitos. Elas estão previstas no Art. 43 do Código Penal desde 1998:
I - prestação pecuniária;
II - perda de bens e valores;
III - limitação de fim de semana;
IV - prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas;
V - interdição temporária de direitos;
VI - limitação de fim de semana.
Exemplos de crimes violentos são homicídio, extorsão, roubo e estupro. Estes continuariam punidos da mesma forma que já são hoje.

A ideia é boa?

Não sei. Furto é um crime não violento que faz parte do cotidiano. Se a pena de prisão não assusta furtadores o suficiente, por que seria melhor punir com pena restritiva de direitos? A proposta deveria ser explicada em mais detalhes para que os eleitores possam estimar o impacto da mudança.

Qual é a proposta de Bolsonaro para enfrentar a superlotação de presídios?

Nenhuma.
"Presídio cheio é problema de quem cometeu o crime" - Bolsonaro
O candidato também é contra a iniciativa bem sucedida de promover audiências de custódia. De 10/2015 a 06/2017, elas evitaram a prisão injusta de 115.497 pessoas (44,68% dos casos analisados). Bolsonaro é a favor de aumentar a quantidade de presos mesmo que isso seja ilegal:
"Eu acho que a chance de alguém que pratica um furto ficar detido é zero junto com a audiência de custódia. Tem de acabar com isso. E não vem com essa historinha 'ah, os presídios são cheios e não recuperam ninguém'. É problema de quem cometeu o crime", falou.
https://noticias.uol.com.bpolitica/eleicoes/2018/noticias/2018/06/06/presidio-cheio-e-problema-de-quem-cometeu-o-crime-diz-bolsonaro.htm
As audiências de custódia servem para que um juiz decida, em até 24 horas, se a prisão em flagrante deve ser mantida. Não é caridade. É juiz cumprindo a lei. Qualquer pessoa presa injustamente aumenta o custo do Estado com presídios, além é claro de ser ilegal. Mais detalhes na Resolução 213/2015 do CNJ.
Na verdade, uma das propostas de Bolsonaro é reduzir a pena de quem cultiva plantas psicotrópicas ilegais ou explora trabalho escravo. Ele quer revogar a EC 81/2014 que prevê confisco do imóvel usado para essas atividades.
7º Retirar da Constituição qualquer relativização da propriedade privada, como exemplo nas restrições da EC/81.
Plano de governo de Bolsonaro no TSE
Pena maior para quem furta. Pena menor para quem trafica drogas ou escraviza.
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2017.08.11 21:54 feedreddit Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana

Esfera de influência: como os libertários americanos estão reinventando a política latino-americana
by Lee Fang via The Intercept
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Para Alejandro Chafuen, a reunião desta primavera no Brick Hotel, em Buenos Aires, foi tanto uma volta para casa quanto uma volta olímpica. Chafuen, um esguio argentino-americano, passou a vida adulta se dedicando a combater os movimentos sociais e governos de esquerda das Américas do Sul e Central, substituindo-os por uma versão pró-empresariado do libertarianismo.
Ele lutou sozinho durante décadas, mas isso está mudando. Chafuen estava rodeado de amigos no Latin America Liberty Forum 2017. Essa reunião internacional de ativistas libertários foi patrocinada pela Atlas Economic Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos conhecida como Atlas Network (Rede Atlas), que Chafuen dirige desde 1991. No Brick Hotel, ele festejou as vitórias recentes; seus anos de trabalho estavam começando a render frutos – graças às circunstâncias políticas e econômicas e à rede de ativistas que Chafuen se esforçou tanto para criar.
Nos últimos 10 anos, os governos de esquerda usaram “dinheiro para comprar votos, para redistribuir”, diz Chaufen, confortavelmente sentado no saguão do hotel. Mas a recente queda do preço das commodities, aliada a escândalos de corrupção, proporcionou uma oportunidade de ação para os grupos da Atlas Network. “Surgiu uma abertura – uma crise – e uma demanda por mudanças, e nós tínhamos pessoas treinadas para pressionar por certas políticas”, observa Chafuen, parafraseando o falecido Milton Friedman. “No nosso caso, preferimos soluções privadas aos problemas públicos”, acrescenta.
Chafuen cita diversos líderes ligados à Atlas que conseguiram ganhar notoriedade: ministros do governo conservador argentino, senadores bolivianos e líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que ajudaram a derrubar a presidente Dilma Rousseff – um exemplo vivo dos frutos do trabalho da rede Atlas, que Chafuen testemunhou em primeira mão.
“Estive nas manifestações no Brasil e pensei: ‘Nossa, aquele cara tinha uns 17 anos quando o conheci, e agora está ali no trio elétrico liderando o protesto. Incrível!’”, diz, empolgado. É a mesma animação de membros da Atlas quando o encontram em Buenos Aires; a tietagem é constante no saguão do hotel. Para muitos deles, Chafuen é uma mistura de mentor, patrocinador fiscal e verdadeiro símbolo da luta por um novo paradigma político em seus países.
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à esquerda, dentro de um carro em direção ao aeroporto, onde pegaria um voo para a Nicarágua nos arredores de San José. Domingo, 28 de junho de 2009.
Foto: Kent Gilbert/AP
Uma guinada à direita está em marcha na política latino-americana, destronando os governos socialistas que foram a marca do continente durante boa parte do século XXI – de Cristina Kirchner, na Argentina, ao defensor da reforma agrária e populista Manuel Zelaya, em Honduras –, que implementaram políticas a favor dos pobres, nacionalizaram empresas e desafiaram a hegemonia dos EUA no continente. Essa alteração pode parecer apenas parte de um reequilíbrio regional causado pela conjuntura econômica, porém a Atlas Network parece estar sempre presente, tentando influenciar o curso das mudanças políticas.
A história da Atlas Network e seu profundo impacto na ideologia e no poder político nunca foi contada na íntegra. Mas os registros de suas atividades em três continentes, bem como as entrevistas com líderes libertários na América Latina, revelam o alcance de sua influência. A rede libertária, que conseguiu alterar o poder político em diversos países, também é uma extensão tácita da política externa dos EUA – os _think tanks_associados à Atlas são discretamente financiados pelo Departamento de Estado e o National Endowment for Democracy (Fundação Nacional para a Democracia – NED), braço crucial do _soft power_norte-americano.
Embora análises recentes tenham revelado o papel de poderosos bilionários conservadores – como os irmãos Koch – no desenvolvimento de uma versão pró-empresariado do libertarianismo, a Atlas Network – que também é financiada pelas fundações Koch – tem usado métodos criados no mundo desenvolvido, reproduzindo-os em países em desenvolvimento. A rede é extensa, contando atualmente com parcerias com 450 _think tanks_em todo o mundo. A Atlas afirma ter gasto mais de US$ 5 milhões com seus parceiros apenas em 2016.
Ao longo dos anos, a Atlas e suas fundações caritativas associadas realizaram centenas de doações para _think tanks_conservadores e defensores do livre mercado na América Latina, inclusive a rede que apoiou o Movimento Brasil Livre (MBL) e organizações que participaram da ofensiva libertária na Argentina, como a Fundação Pensar, um _think tank_da Atlas que se incorporou ao partido criado por Mauricio Macri, um homem de negócios e atual presidente do país. Os líderes do MBL e o fundador da Fundação Eléutera – um _think tank_neoliberal extremamente influente no cenário pós-golpe hondurenho – receberam financiamento da Atlas e fazem parte da nova geração de atores políticos que já passaram pelos seus seminários de treinamento.
A Atlas Network conta com dezenas de _think tanks_na América Latina, inclusive grupos extremamente ativos no apoio às forças de oposição na Venezuela e ao candidato de centro-direita às eleições presidenciais chilenas, Sebastián Piñera.
Protesto a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff diante do Congresso Nacional, em Brasília, no dia 2 de dezembro de 2015.
Photo: Eraldo Peres/AP
Em nenhum outro lugar a estratégia da Atlas foi tão bem sintetizada quanto na recém-formada rede brasileira de _think tanks_de defesa do livre mercado. Os novos institutos trabalham juntos para fomentar o descontentamento com as políticas socialistas; alguns criam centros acadêmicos enquanto outros treinam ativistas e travam uma guerra constante contra as ideias de esquerda na mídia brasileira.
O esforço para direcionar a raiva da população contra a esquerda rendeu frutos para a direita brasileira no ano passado. Os jovens ativistas do MBL – muitos deles treinados em organização política nos EUA – lideraram um movimento de massa para canalizar a o descontentamento popular com um grande escândalo de corrupção para desestabilizar Dilma Rousseff, uma presidente de centro-esquerda. O escândalo, investigado por uma operação batizada de Lava-Jato, continua tendo desdobramentos, envolvendo líderes de todos os grandes partidos políticos brasileiros, inclusive à direita e centro-direita. Mas o MBL soube usar muito bem as redes sociais para direcionar a maior parte da revolta contra Dilma, exigindo o seu afastamento e o fim das políticas de bem-estar social implementadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
A revolta – que foi comparada ao movimento Tea Party devido ao apoio tácito dos conglomerados industriais locais e a uma nova rede de atores midiáticos de extrema-direita e tendências conspiratórias – conseguiu interromper 13 anos de dominação do PT ao afastar Dilma do cargo por meio de um impeachment em 2016.
O cenário político do qual surgiu o MBL é uma novidade no Brasil. Havia no máximo três _think tanks_libertários em atividade no país dez anos atrás, segundo Hélio Beltrão, um ex-executivo de um fundo de investimentos de alto risco que agora dirige o Instituto Mises, uma organização sem fins lucrativos que recebeu o nome do filósofo libertário Ludwig von Mises. Ele diz que, com o apoio da Atlas, agora existem cerca de 30 institutos agindo e colaborando entre si no Brasil, como o Estudantes pela Liberdade e o MBL.
“É como um time de futebol; a defesa é a academia, e os políticos são os atacantes. E já marcamos alguns gols”, diz Beltrão, referindo-se ao impeachment de Dilma. O meio de campo seria “o pessoal da cultura”, aqueles que formam a opinião pública.
Beltrão explica que a rede de _think tanks_está pressionando pela privatização dos Correios, que ele descreve como “uma fruta pronta para ser colhida” e que pode conduzir a uma onda de reformas mais abrangentes em favor do livre mercado. Muitos partidos conservadores brasileiros acolheram os ativistas libertários quando estes demonstraram que eram capazes de mobilizar centenas de milhares de pessoas nos protestos contra Dilma, mas ainda não adotaram as teorias da “economia do lado da oferta”.
Fernando Schüler, acadêmico e colunista associado ao Instituto Millenium – outro _think tank_da Atlas no Brasil – tem uma outra abordagem. “O Brasil tem 17 mil sindicatos pagos com dinheiro público. Um dia de salário por ano vai para os sindicatos, que são completamente controlados pela esquerda”, diz. A única maneira de reverter a tendência socialista seria superá-la no jogo de manobras políticas. “Com a tecnologia, as pessoas poderiam participar diretamente, organizando – no WhatsApp, Facebook e YouTube – uma espécie de manifestação pública de baixo custo”, acrescenta, descrevendo a forma de mobilização de protestos dos libertários contra políticos de esquerda. Os organizadores das manifestações anti-Dilma produziram uma torrente diária de vídeos no YouTube para ridicularizar o governo do PT e criaram um placar interativo para incentivar os cidadãos a pressionarem seus deputados por votos de apoio ao impeachment.
Schüler notou que, embora o MBL e seu próprio _think tank_fossem apoiados por associações industriais locais, o sucesso do movimento se devia parcialmente à sua não identificação com partidos políticos tradicionais, em sua maioria vistos com maus olhos pela população. Ele argumenta que a única forma de reformar radicalmente a sociedade e reverter o apoio popular ao Estado de bem-estar social é travar uma guerra cultural permanente para confrontar os intelectuais e a mídia de esquerda.
Fernando Schüler.Foto:captura de tela do YouTubeUm dos fundadores do Instituto Millenium, o blogueiro Rodrigo Constantino, polariza a política brasileira com uma retórica ultrassectária. Constantino, que já foi chamado de “o Breitbart brasileiro” devido a suas teorias conspiratórias e seus comentários de teor radicalmente direitistas, é presidente do conselho deliberativo de outro _think tank_da Atlas – o Instituto Liberal. Ele enxerga uma tentativa velada de minar a democracia em cada movimento da esquerda brasileira, do uso da cor vermelha na logomarca da Copa do Mundo ao Bolsa Família, um programa de transferência de renda. Constantino é considerado o responsável pela popularização de uma narrativa segundo a qual os defensores do PT seriam uma “esquerda caviar”, ricos hipócritas que abraçam o socialismo para se sentirem moralmente superiores, mas que na realidade desprezam as classes trabalhadoras que afirmam representar. A “breitbartização” do discurso é apenas uma das muitas formas sutis pelas quais a Atlas Network tem influenciado o debate político.
“Temos um Estado muito paternalista. É incrível. Há muito controle estatal, e mudar isso é um desafio de longo prazo”, diz Schüler, acresentando que, apesar das vitórias recentes, os libertários ainda têm um longo caminho pela frente no Brasil. Ele gostaria de copiar o modelo de Margaret Thatcher, que se apoiava em uma rede de _think tanks_libertários para implementar reformas impopulares. “O sistema previdenciário é absurdo, e eu privatizaria toda a educação”, diz Schüler, pondo-se a recitar toda a litania de mudanças que faria na sociedade, do corte do financiamento a sindicatos ao fim do voto obrigatório.
Mas a única maneira de tornar tudo isso possível, segundo ele, seria a formação de uma rede politicamente engajada de organizações sem fins lucrativos para defender os objetivos libertários. Para Schüler, o modelo atual – uma constelação de _think tanks_em Washington sustentada por vultosas doações – seria o único caminho para o Brasil.
E é exatamente isso que a Atlas tem se esforçado para fazer. Ela oferece subvenções a novos _think tanks_e cursos sobre gestão política e relações públicas, patrocina eventos de _networking_no mundo todo e, nos últimos anos, tem estimulado libertários a tentar influenciar a opinião pública por meio das redes sociais e vídeos online.
Uma competição anual incentiva os membros da Atlas a produzir vídeos que viralizem no YouTube promovendo o _laissez-faire_e ridicularizando os defensores do Estado de bem-estar social. James O’Keefe, provocador famoso por alfinetar o Partido Democrata americano com vídeos gravados em segredo, foi convidado pela Atlas para ensinar seus métodos. No estado americano do Wisconsin, um grupo de produtores que publicava vídeos na internet para denegrir protestos de professores contra o ataque do governador Scott Walker aos sindicatos do setor público também compartilharam sua experiência nos cursos da Atlas.
Manifestantes queimam um boneco do presidente Hugo Chávez na Plaza Altamira, em protesto contra o governo.
Foto: Lonely Planet Images/Getty Images
Em uma de suas últimas realizações, a Atlas influenciou uma das crises políticas e humanitárias mais graves da América Latina: a venezuelana. Documentos obtidos graças ao “Freedom of Information Act” (Lei da Livre Informação, em tradução livre) por simpatizantes do governo venezuelano – bem como certos telegramas do Departamento de Estado dos EUA vazados por Chelsea Manning – revelam uma complexo tentativa do governo americano de usar os _think tanks_da Atlas em uma campanha para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Em 1998, a CEDICE Libertad – principal organização afiliada à Atlas em Caracas, capital da Venezuela – já recebia apoio financeiro do Center for International Private Enterprise (Centro para a Empresa Privada Internacional – CIPE). Em uma carta de financiamento do NED, os recursos são descritos como uma ajuda para “a mudança de governo”. O diretor da CEDICE foi um dos signatários do controverso “Decreto Carmona” em apoio ao malsucedido golpe militar contra Chávez em 2002.
Um telegrama de 2006 descrevia a estratégia do embaixador americano, William Brownfield, de financiar organizações politicamente engajadas na Venezuela: “1) Fortalecer instituições democráticas; 2) penetrar na base política de Chávez; 3) dividir o chavismo; 4) proteger negócios vitais para os EUA, e 5) isolar Chávez internacionalmente.”
Na atual crise venezuelana, a CEDICE tem promovido a recente avalanche de protestos contra o presidente Nicolás Maduro, o acossado sucessor de Chávez. A CEDICE está intimamente ligada à figura da oposicionista María Corina Machado, uma das líderes das manifestações em massa contra o governo dos últimos meses. Machado já agradeceu publicamente à Atlas pelo seu trabalho. Em um vídeo enviado ao grupo em 2014, ela diz: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”
Em 2014, a líder opositora María Corina Machado agradeceu à Atlas pelo seu trabalho: “Obrigada à Atlas Network e a todos os que lutam pela liberdade.”No Latin America Liberty Forum, organizado pela Atlas Network em Buenos Aires, jovens líderes compartilham ideias sobre como derrotar o socialismo em todos os lugares, dos debates em _campi_universitários a mobilizações nacionais a favor de um impeachment.
Em uma das atividades do fórum, “empreendedores” políticos de Peru, República Dominicana e Honduras competem em um formato parecido com o programa Shark Tank, um _reality show_americano em que novas empresas tentam conquistar ricos e impiedosos investidores. Mas, em vez de buscar financiamento junto a um painel de capitalistas de risco, esses diretores de _think tanks_tentam vender suas ideias de marketing político para conquistar um prêmio de US$ 5 mil. Em outro encontro, debatem-se estratégias para atrair o apoio do setor industrial às reformas econômicas. Em outra sala, ativistas políticos discutem possíveis argumentos que os “amantes da liberdade” podem usar para combater o crescimento do populismo e “canalizar o sentimento de injustiça de muitos” para atingir os objetivos do livre mercado.
Um jovem líder da Cadal, um _think tank_de Buenos Aires, deu a ideia de classificar as províncias argentinas de acordo com o que chamou de “índice de liberdade econômica” – levando em conta a carga tributária e regulatória como critérios principais –, o que segundo ela geraria um estímulo para a pressão popular por reformas de livre mercado. Tal ideia é claramente baseada em estratégias similares aplicadas nos EUA, como o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, que classifica os países de acordo com critérios como política tributária e barreiras regulatórias aos negócios.
Os _think tanks_são tradicionalmente vistos como institutos independentes que tentam desenvolver soluções não convencionais. Mas o modelo da Atlas se preocupa menos com a formulação de novas soluções e mais com o estabelecimento de organizações políticas disfarçadas de instituições acadêmicas, em um esforço para conquistar a adesão do público.
As ideias de livre mercado – redução de impostos sobre os mais ricos; enxugamento do setor público e privatizações; liberalização das regras de comércio e restrições aos sindicatos – sempre tiveram um problema de popularidade. Os defensores dessa corrente de pensamento perceberam que o eleitorado costuma ver essas ideias como uma maneira de favorecer as camadas mais ricas. E reposicionar o libertarianismo econômico como uma ideologia de interesse público exige complexas estratégias de persuasão em massa.
Mas o modelo da Atlas, que está se espalhando rapidamente pela América Latina, baseia-se em um método aperfeiçoado durante décadas de embates nos EUA e no Reino Unido, onde os libertários se esforçaram para conter o avanço do Estado de bem-estar social do pós-guerra.
Mapa das organizações da rede Atlas na América do Sul.
Fonte: The Intercept
Antony Fisher, empreendedor britânico e fundador da Atlas Network, é um pioneiro na venda do libertarianismo econômico à opinião pública. A estratégia era simples: nas palavras de um colega de Fisher, a missão era “encher o mundo de _think tanks_que defendam o livre mercado”.
A base das ideias de Fisher vêm de Friedrich Hayek, um dos pais da defesa do Estado mínimo. Em 1946, depois de ler um resumo do livro seminal de Hayek, O Caminho da Servidão, Fisher quis se encontrar com o economista austríaco em Londres. Segundo seu colega John Blundell, Fisher sugeriu que Hayek entrasse para a política. Mas Hayek se recusou, dizendo que uma abordagem de baixo para cima tinha mais chances de alterar a opinião pública e reformar a sociedade.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, outro ideólogo do livre mercado, Leonard Read, chegava a conclusões parecidas depois de ter dirigido a Câmara de Comércio de Los Angeles, onde batera de frente com o sindicalismo. Para deter o crescimento do Estado de bem-estar social, seria necessária uma ação mais elaborada no sentido de influenciar o debate público sobre os destinos da sociedade, mas sem revelar a ligação de tal estratégia com os interesses do capital.
Fisher animou-se com uma visita à organização recém-fundada por Read, a Foundation for Economic Education (Fundação para a Educação Econômica – FEE), em Nova York, criada para patrocinar e promover as ideias liberais. Nesse encontro, o economista libertário F.A. Harper, que trabalhava na FEE à epoca, orientou Fisher sobre como abrir a sua própria organização sem fins lucrativos no Reino Unido.
Durante a viagem, Fisher e Harper foram à Cornell University para conhecer a última novidade da indústria animal: 15 mil galinhas armazenadas em uma única estrutura. Fisher decidiu levar o invento para o Reino Unido. Sua fábrica, a Buxted Chickens, logo prosperou e trouxe grande fortuna para Fisher. Uma parte dos lucros foi direcionada à realização de outro objetivo surgido durante a viagem a Nova York – em 1955, Fisher funda o Institute of Economic Affairs (Instituto de Assuntos Econômicos – IEA).
O IEA ajudou a popularizar os até então obscuros economistas ligados às ideias de Hayek. O instituto era um baluarte de oposição ao crescente Estado de bem-estar social britânico, colocando jornalistas em contato com acadêmicos defensores do livre mercado e disseminando críticas constantes sob a forma de artigos de opinião, entrevistas de rádio e conferências.
A maior parte do financiamento do IEA vinha de empresas privadas, como os gigantes do setor bancário e industrial Barclays e British Petroleum, que contribuíam anualmente. No livro Making Thatcher’s Britain(A Construção da Grã-Bretanha de Thatcher, em tradução livre), dos historiadores Ben Jackson e Robert Saunders, um magnata dos transportes afirma que, assim como as universidades forneciam munição para os sindicatos, o IEA era uma importante fonte de poder de fogo para os empresários.
Quando a desaceleração econômica e o aumento da inflação dos anos 1970 abalou os fundamentos da sociedade britânica, políticos conservadores começaram a se aproximar do IEA como fonte de uma visão alternativa. O instituto aproveitou a oportunidade e passou a oferecer plataformas para que os políticos pudessem levar os conceitos do livre mercado para a opinião pública. A Atlas Network afirma orgulhosamente que o IEA “estabeleceu as bases intelectuais do que viria a ser a revolução de Thatcher nos anos 1980”. A equipe do instituto escrevia discursos para Margaret Thatcher; fornecia material de campanha na forma de artigos sobre temas como sindicalismo e controle de preços; e rebatia as críticas à Dama de Ferro na mídia inglesa. Em uma carta a Fisher depois de vencer as eleições de 1979, Thatcher afirmou que o IEA havia criado, na opinião pública, “o ambiente propício para a nossa vitória”.
“Não há dúvidas de que tivemos um grande avanço na Grã-Bretanha. O IEA, fundado por Antony Fisher, fez toda a diferença”, disse Milton Friedman uma vez. “Ele possibilitou o governo de Margaret Thatcher – não a sua eleição como primeira-ministra, e sim as políticas postas em prática por ela. Da mesma forma, o desenvolvimento desse tipo de pensamento nos EUA possibilitou o a implementação das políticas de Ronald Reagan”, afirmou.
O IEA fechava um ciclo. Hayek havia criado um seleto grupo de economistas defensores do livre mercado chamado Sociedade Mont Pèlerin. Um de seus membros, Ed Feulner, ajudou o fundar o _think tank_conservador Heritage Foundation, em Washington, inspirando-se no trabalho de Fisher. Outro membro da Sociedade, Ed Crane, fundou o Cato Institute, o mais influente _think tank_libertário dos Estados Unidos.
_O filósofo e economista anglo-austríaco Friedrich Hayek com um grupo de alunos na London School of Economics, em 1948._Foto: Paul PoppePopperfoto/Getty Images
Em 1981, Fisher, que havia se mudado para San Francisco, começou a desenvolver a Atlas Economic Research Foundation por sugestão de Hayek. Fisher havia aproveitado o sucesso do IEA para conseguir doações de empresas para seu projeto de criação de uma rede regional de _think tanks_em Nova York, Canadá, Califórnia e Texas, entre outros. Mas o novo empreendimento de Fisher viria a ter uma dimensão global: uma organização sem fins lucrativos dedicada a levar sua missão adiante por meio da criação de postos avançados do libertarianismo em todos os países do mundo. “Quanto mais institutos existirem no mundo, mais oportunidade teremos para resolver problemas que precisam de uma solução urgente”, declarou.
Fisher começou a levantar fundos junto a empresas com a ajuda de cartas de recomendação de Hayek, Thatcher e Friedman, instando os potenciais doadores a ajudarem a reproduzir o sucesso do IEA através da Atlas. Hayek escreveu que o modelo do IEA “deveria ser usado para criar institutos similares em todo o mundo”. E acrescentou: “Se conseguíssemos financiar essa iniciativa conjunta, seria um dinheiro muito bem gasto.”
A proposta foi enviada para uma lista de executivos importantes, e o dinheiro logo começou a fluir dos cofres das empresas e dos grandes financiadores do Partido Republicano, como Richard Mellon Scaife. Empresas como a Pfizer, Procter & Gamble e Shell ajudaram a financiar a Atlas. Mas a contribuição delas teria que ser secreta para que o projeto pudesse funcionar, acreditava Fisher. “Para influenciar a opinião pública, é necessário evitar qualquer indício de interesses corporativos ou tentativa de doutrinação”, escreveu Fisher na descrição do projeto, acrescentando que o sucesso do IEA estava baseado na percepção pública do caráter acadêmico e imparcial do instituto.
A Atlas cresceu rapidamente. Em 1985, a rede contava com 27 instituições em 17 países, inclusive organizações sem fins lucrativos na Itália, México, Austrália e Peru.
E o _timing_não podia ser melhor: a expansão internacional da Atlas coincidiu com a política externa agressiva de Ronald Reagan contra governos de esquerda mundo afora.
Embora a Atlas declarasse publicamente que não recebia recursos públicos (Fisher caracterizava as ajudas internacionais como uma forma de “suborno” que distorcia as forças do mercado), há registros da tentativa silenciosa da rede de canalizar dinheiro público para sua lista cada vez maior de parceiros internacionais.
Em 1982, em uma carta da Agência de Comunicação Internacional dos EUA – um pequeno órgão federal destinado a promover os interesses americanos no exterior –, um funcionário do Escritório de Programas do Setor Privado escreveu a Fisher em resposta a um pedido de financiamento federal. O funcionário diz não poder dar dinheiro “diretamente a organizações estrangeiras”, mas que seria possível copatrocinar “conferências ou intercâmbios com organizações” de grupos como a Atlas, e sugere que Fisher envie um projeto. A carta, enviada um ano depois da fundação da Atlas, foi o primeiro indício de que a rede viria a ser uma parceira secreta da política externa norte-americana.
Memorandos e outros documentos de Fisher mostram que, em 1986, a Atlas já havia ajudado a organizar encontros com executivos para tentar direcionar fundos americanos para sua rede de think tanks. Em uma ocasião, um funcionário da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o principal braço de financiamento internacional do governo dos EUA, recomendou que o diretor da filial da Coca-Cola no Panamá colaborasse com a Atlas para a criação de um _think tank_nos moldes do IEA no país. A Atlas também recebeu fundos da Fundação Nacional para a Democracia (NED), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1983 e patrocinada em grande parte pelo Departamento de Estado e a USAID cujo objetivo é fomentar a criação de instituições favoráveis aos EUA nos países em desenvolvimento.
Alejandro Chafuen, da Atlas Economic Research Foundation, atrás à direita, cumprimenta Rafael Alonzo, do Centro de Divulgação do Conhecimento Econômico para a Liberdade (CEDICE Libertad), à esquerda, enquanto o escritor peruano Mario Vargas Llosa aplaude a abertura do Fórum Liberdade e Democracia, em Caracas, no dia 28 de maio de 2009.
Foto: Ariana Cubillos/AP
_ _Financiada generosamente por empresas e pelo governo americano, a Atlas deu outro golpe de sorte em 1985 com a chegada de Alejandro Chafuen. Linda Whetstone, filha de Fisher, conta um episódio ocorrido naquele ano, quando um jovem Chafuen, que ainda vivia em Oakland, teria aparecido no escritório da Atlas em San Francisco “disposto a trabalhar de graça”. Nascido em Buenos Aires, Chafuen vinha do que ele chamava “uma família anti-Peronista”. Embora tenha crescido em uma época de grande agitação na Argentina, Chafuen vivia uma vida relativamente privilegiada, tendo passado a adolescência jogando tênis e sonhando em se tornar atleta profissional.
Ele atribui suas escolhas ideológicas a seu apetite por textos libertários, de Ayn Rand a livretos publicados pela FEE, a organização de Leonard Read que havia inspirado Antony Fisher. Depois de estudar no Grove City College, uma escola de artes profundamente conservadora e cristã no estado americano da Pensilvânia, onde foi presidente do clube de estudantes libertários, Chafuen voltou ao país de nascença. Os militares haviam tomado o poder, alegando estar reagindo a uma suposta ameaça comunista. Milhares de estudantes e ativistas seriam torturados e mortos durante a repressão à oposição de esquerda no período que se seguiu ao golpe de Estado.
Chafuen recorda essa época de maneira mais positiva do que negativa. Ele viria a escrever que os militares haviam sido obrigados a agir para evitar que os comunistas “tomassem o poder no país”. Durante sua carreira como professor, Chafuen diz ter conhecido “totalitários de todo tipo” no mundo acadêmico. Segundo ele, depois do golpe militar seus professores “abrandaram-se”, apesar das diferenças ideológicas entre eles.
Em outros países latino-americanos, o libertarianismo também encontrara uma audiência receptiva nos governos militares. No Chile, depois da derrubada do governo democraticamente eleito de Salvador Allende, os economistas da Sociedade Mont Pèlerin acorreram ao país para preparar profundas reformas liberais, como a privatização de indústrias e da Previdência. Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.
Já o zelo ideológico de Chafuen começou a se manifestar em 1979, quando ele publicou um ensaio para a FEE intitulado “War Without End” (Guerra Sem Fim). Nele, Chafuen descreve horrores do terrorismo de esquerda “como a família Manson, ou, de forma organizada, os guerrilheiros do Oriente Médio, África e América do Sul”. Haveria uma necessidade, segundo ele, de uma reação das “forças da liberdade individual e da propriedade privada”.
Seu entusiasmo atraiu a atenção de muita gente. Em 1980, aos 26 anos, Chafuen foi convidado a se tornar o membro mais jovem da Sociedade Mont Pèlerin. Ele foi até Stanford, tendo a oportunidade de conhecer Read, Hayek e outros expoentes libertários. Cinco anos depois, Chafuen havia se casado com uma americana e estava morando em Oakland. E começou a fazer contato com membros da Mont Pèlerin na área da Baía de San Francisco – como Fisher.
Em toda a região, sob a proteção de líderes militares levados ao poder pela força, as políticas econômicas libertárias começaram a se enraizar.De acordo com as atas das reuniões do conselho da Atlas, Fisher disse aos colegas que havia feito um pagamento _ex gratia_no valor de US$ 500 para Chafuen no Natal de 1985, declarando que gostaria de contratar o economista para trabalhar em tempo integral no desenvolvimento dos _think tanks_da rede na América Latina. No ano seguinte, Chafuen organizou a primeira cúpula de _think tanks_latino-americanos, na Jamaica.
Chafuen compreendera o modelo da Atlas e trabalhava incansavelmente para expandir a rede, ajudando a criar _think tanks_na África e na Europa, embora seu foco continuasse sendo a América Latina. Em uma palestra sobre como atrair financiadores, Chafuen afirmou que os doadores não podiam financiar publicamente pesquisas, sob o risco de perda de credibilidade. “A Pfizer não patrocinaria uma pesquisa sobre questões de saúde, e a Exxon não financiaria uma enquete sobre questões ambientais”, observou. Mas os _think tanks_libertários – como os da Atlas Network –não só poderiam apresentar as mesmas pesquisas sob um manto de credibilidade como também poderiam atrair uma cobertura maior da mídia.
“Os jornalistas gostam muito de tudo o que é novo e fácil de noticiar”, disse Chafuen. Segundo ele, a imprensa não tem interesse em citar o pensamento dos filósofos libertários, mas pesquisas produzidas por um _think tank_são mais facilmente reproduzidas. “E os financiadores veem isso”, acrescenta.
Em 1991, três anos depois da morte de Fisher, Chafuen assumiu a direção da Atlas – e pôs-se a falar sobre o trabalho da Atlas para potenciais doadores. E logo começou a conquistar novos financiadores. A Philip Morris deu repetidas contribuições à Atlas, inclusive uma doação de US$ 50 mil em 1994, revelada anos depois. Documentos mostram que a gigante do tabaco considerava a Atlas uma aliada em disputas jurídicas internacionais.
Mas alguns jornalistas chilenos descobriram que _think tanks_patrocinados pela Atlas haviam feito pressão por trás dos panos contra a legislação antitabagista sem revelar que estavam sendo financiadas por empresas de tabaco – uma estratégia praticada por _think tanks_em todo o mundo.
Grandes corporações como ExxonMobil e MasterCard já financiaram a Atlas. Mas o grupo também atrai grandes figuras do libertarianismo, como as fundações do investidor John Templeton e dos irmãos bilionários Charles e David Koch, que cobriam a Atlas e seus parceiros de generosas e frequentes doações. A habilidade de Chafuen para levantar fundos resultou em um aumento do número de prósperas fundações conservadoras. Ele é membro-fundador do Donors Trust, um discreto fundo orientado ao financiamento de organizações sem fins lucrativos que já transferiu mais de US$ 400 milhões a entidades libertárias, incluindo membros da Atlas Network. Chafuen também é membro do conselho diretor da Chase Foundation of Virginia, outra entidade financiadora da Atlas, fundada por um membro da Sociedade Mont Pèlerin.
Outra grande fonte de dinheiro é o governo americano. A princípio, a Fundação Nacional para a Democracia encontrou dificuldades para criar entidades favoráveis aos interesses americanos no exterior. Gerardo Bongiovanni, presidente da Fundación Libertad, um _think tank_da Atlas em Rosario, na Argentina, afirmou durante uma palestra de Chafuen que a injeção de capital do Center for International Private Enterprise – parceiro do NED no ramo de subvenções – fora de apenas US$ 1 milhão entre 1985 e 1987. Os _think tanks_que receberam esse capital inicial logo fecharam as portas, alegando falta de treinamento em gestão, segundo Bongiovanni.
No entanto, a Atlas acabou conseguindo canalizar os fundos que vinham do NED e do CIPE, transformando o dinheiro do contribuinte americano em uma importante fonte de financiamento para uma rede cada vez maior. Os recursos ajudavam a manter _think tanks_na Europa do Leste, após a queda da União Soviética, e, mais tarde, para promover os interesses dos EUA no Oriente Médio. Entre os beneficiados com dinheiro do CIPE está a CEDICE Libertad, a entidade a que líder opositora venezuelana María Corina Machado fez questão de agradecer.
O assessor da Casa Branca Sebastian Gorka participa de uma entrevista do lado de fora da Ala Oeste da Casa Branca em 9 de junho de 2017 – Washington, EUA.
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
_ _No Brick Hotel, em Buenos Aires, Chafuen reflete sobre as três últimas décadas. “Fisher ficaria satisfeito; ele não acreditaria em quanto nossa rede cresceu”, afirma, observando que talvez o fundador da Atlas ficasse surpreso com o atual grau de envolvimento político do grupo.
Chafuen se animou com a eleição de Donald Trump para a presidência dos EUA. Ele é só elogios para a equipe do presidente. O que não é nenhuma surpresa, pois o governo Trump está cheio de amigos e membros de grupos ligados à Atlas. Sebastian Gorka, o islamofóbico assessor de contraterrorismo de Trump, dirigiu um _think tank_patrocinado pela Atlas na Hungria. O vice-presidente Mike Pence compareceu a um encontro da Atlas e teceu elogios ao grupo. A secretária de Educação Betsy DeVos trabalhou com Chafuen no Acton Institute, um _think tank_de Michigan que usa argumentos religiosos a favor das políticas libertárias – e que agora tem uma entidade subsidiária no Brasil, o Centro Interdisciplinar de Ética e Economia Personalista. Mas talvez a figura mais admirada por Chafuen no governo dos EUA seja Judy Shelton, uma economista e velha companheira da Atlas Network. Depois da vitória de Trump, Shelton foi nomeada presidente da NED. Ela havia sido assessora de Trump durante a campanha e o período de transição. Chafuen fica radiante ao falar sobre o assunto: “E agora tem gente da Atlas na presidência da Fundação Nacional para a Democracia (NED)”, comemora.
Antes de encerrar a entrevista, Chafuen sugere que ainda vem mais por aí: mais think tanks, mais tentativas de derrubar governos de esquerda, e mais pessoas ligadas à Atlas nos cargos mais altos de governos ao redor do mundo. “É um trabalho contínuo”, diz.
Mais tarde, Chafuen compareceu ao jantar de gala do Latin America Liberty Forum. Ao lado de um painel de especialistas da Atlas, ele discutiu a necessidade de reforçar os movimentos de oposição libertária no Equador e na Venezuela.
Danielle Mackey contribuiu na pesquisa para essa matéria. Tradução: Bernardo Tonasse
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2016.12.13 11:52 joaovitor94 Será que a MEO vai atrás de mim?

Ora bom dia, vim aqui pois é o único lugar na internet que penso que haja alguém que me possa ajudar. Em 2014 comecei um serviço de internet e telefone com a MEO quando estava a viver com um amigo, e como eu não tinha dinheiro mas era o dono da propriedade ele sugeriu que pusesse o serviço no meu nome e eu pagava. Fizemos isso então até que um dia eu decidi que ia me mudar para o Reino Unido, e assim fiz, deixei o cancelamento da MEO com ele, porque me disse que o faria. Passados dois meses, a minha vizinha da frente redirecionou-me para a minha casa aqui no Reino Unido dívidas da MEO no valor de cerca de 500 euros para eu pagar porque o meu amigo utilizou o telefone à bruta para fazer compras em jogos online. Deixei andar porque era um montante muito bruto, entretanto esqueci-me de tal sucedimentos. Até que por dificuldades financeiras, vou ter que regressar a Portugal em Janeiro de 2017. Como é óbvio tentei contactar o meu amigo com quem vivi, mas infelizmente ele desapareceu do mapa e não conheço ninguém que tenhamos em amizade em comum. E agora vou voltar para Portugal, vou viver com um antigo colega por uns poucos meses até me por de pé, e depois arranjo o meu apartamento.
Se eu tentar arranjar outro contrato com a MEO, será que eles vão atrás de mim com a dívida? Só por curiosidade.
E também gostava de perguntar, quais são as rivais mais baratas com melhor serviço comparado com a MEO? Eu só estaria à procura de internet rápida e telefone fixo e internet unlimited no telemóvel.
Obrigado.
EDIT: Obrigado pelas respostas. Mas o que acontecia se eu não lhes desse sinal de vida de todo e apenas arranja-se internet de outra companhia, como é que eles me iam apanhar na minha nova morada, por assim dizer?
EDIT 2: Obrigado a todos pelas respostas. Vou então ver, quando estiver de volta e a trabalhar, se lhes ligo e resolvo isso. Não me ia sentir confortável a ser ameaçado por eles ou algo parecido. Lição de vida aprendida, realmente... Mas era 500 euros isto em 2 meses depois de eu ter saído, ele deve ter andado a fazer chamadas sabe-se lá para onde ou a fazer pagamentos via telefone... Será que me atiram juros? Vou ver essa coisa dos seis meses também. Espero que não me sacaneiem porque depois desses dois meses, a minha mãe alugou a casa à minha tal vizinha e como é provável, deve ter desconectado as boxes e tal e ligado à MEO para mudar a internet da casa dela para a minha, por isso espero que a MEO não esteja à espera que eu pague os meses seguintes aos dispositivos serem desligados. Os 500 vou ter que pagar, a culpa é minha por ser burro e admito isso. Mas meses depois disso já não dá, isso já seria ganancia. Obrigado pelas respostas Portugal.
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